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A Oracle não é mais uma Empresa de Banco de Dados

A Oracle, que nasceu e até hoje é conhecida como uma empresa de banco de dados, mudou. E muito. Hoje, nas palavras de Luiz Meisler, vice-presidente executivo da Oracle para a América Latina, “a empresa tem produtos para todos os tipos de trabalho em todos os tipos de indústria”.

Os bancos de dados já não são o carro-chefe. Respondem hoje por 40% do faturamento da companhia, que foi de US$ 9,1 bilhões no segundo trimestre do ano fiscal de 2013. Outros produtos vêm ganhando destaque no portfólio, entre eles, os de computação em nuvem, que já colabora com uma fatia de mais de US$ 1 bilhão no balanço da companhia de Larry Ellison. Somente no último balanço, a receita de novas licenças de software e assinaturas de serviços em cloud totalizaram US$ 2,4 bilhões. Já o faturamento com produtos de sistemas de hardware foi de US$ 734 milhões.

As mudanças se devem não só à evolução da empresa, mas principalmente às aquisições de outras empresas. Somente na última década foram 90 companhias compradas, entre elas gigantes como a Sun Microsystems, pela qual foram pagos mais de US$ 7 bilhões.

Depois de tantas aquisições, a empresa já conseguiu até desenvolver um processo de “internalização” das companhias. São necessários apenas 100 dias para que um novo player esteja totalmente integrado à operação da Oracle. Nesse processo, em geral, são mantidas toda a área de inteligência e desenvolvimento e descartada a parte de back office, que é assumida pela Oracle.

Com as aquisições, a empresa acumulou uma grande quantidade de produtos. Ao todo são 9 mil à venda para os 18 mil clientes em toda a América Latina. O Brasil é o principal mercado da região e detém praticamente metade do faturamento. O balanço da operação brasileira não é revelado, mas o crescimento nos últimos doze anos têm sido de dois dígitos. “E o primeiro desses dígitos não é 1”, afirma Meissler sorridente, dando indícios de que a companhia vem tendo um crescimento de no mínimo 20%.

Todo esse crescimento fez a empresa correr atrás de uma nova sede para a operação brasileira. Foram investidos R$ 160 milhões no novo prédio de 11 andares exclusivo para os funcionários da empresa, com uma decoração e arquitetura inspirada em empresas de internet como Google e Facebook. “Tudo para estimular a colaboração”, afirma Cyro Diehl, presidente da Oracle do Brasil.

SEDE DA ORACLE EM SÃO PAULO (FOTO: DIVULGAÇÃO)

29/01/2013 20h29 - ATUALIZADA EM: 29/01/2013 20h29 - POR SILVIA BALIEIRO

DEPOIS DE MAIS DE 90 AQUISIÇÕES EM UMA DÉCADA, EMPRESA AUMENTOU SEU PORTFÓLIO E HOJE TEM SOMENTE 40% DE SEU FATURAMENTO VINDO DE BANCOS DE DADOS

Fonte: Época